Hi there, tudo certinho por aí?
No post de hoje, você vai conferir os textos de inglês da primeira fase da Fuvest 2026, acompanhados de gabarito, tradução e áudio. A proposta é ir além da simples correção das questões: enquanto pratica suas habilidades de leitura para a prova, você também pode aproveitar o material para desenvolver seu listening e ampliar seu contato com o inglês autêntico.
Como os textos de inglês da Fuvest não aparecem mais agrupados em uma única seção, organizamos este conteúdo seguindo a mesma ordem das questões da prova, facilitando o seu acompanhamento. Aqui seguimos a ordem da Prova 1.
Sem mais demora, bons estudos e boa preparação! Let’s do this!
QUESTÃO 25.
Considere o texto a seguir:

Ice flows across Antarctica and continues to do so as it reaches the edge of the landmass and extends over the ocean. The huge floating tongues of ice often remain attached to the continent. Anything that remains grounded on the land is part of the Antarctic ice sheet; the floating part is an ice shelf. Floating ice shelves surround three-quarters of Antarctica’s coast and make up about 11% of its total area. One of the largest, the Ross Ice Shelf, is roughly the size of France. The George VI Ice Shelf is shown in the image, taken by NASA’s Landsat 8 in January 2020.
It may seem intuitive that all the ice added to the ocean from melting ice shelves would raise global sea level, but that is not the case. By Archimedes’s principle, ice shelves floating on the water have already displaced their own weight, so their disintegration or melting won’t change the water level. Ice shelves do, however, regulate the speed of glaciers on Antarctica’s land. Ice shelves act to hold glaciers back. Take the shelf away, and the glaciers are free to speed up and flow into the ocean. Any ice and liquid water that the glaciers take with them will raise sea level. Of Earth’s freshwater, 70% is stored in Antarctica’s ice; that is the equivalent of about 58 meters of sea-level rise if all of it were to melt.
Buzzard,S.“The surface hydrology of Antarctica’s floating ice”.Physics Today 75,28-33 (2022). Adaptado.
(A) A área da superfície de gelo já derretido é aproximadamente do tamanho da França.
(B) O princípio de Arquimedes afirma que as plataformas de gelo possuem uma força de empuxo muito menor que seu peso e, portanto, flutuam.
(C) Plataformas de gelo são importantes porque atuam para regular a velocidade das geleiras na Antártida.
(D) Plataformas de gelo flutuantes são relevantes porque representam três quartos da área total da Antártida.
(E) O princípio de Arquimedes não se aplica no caso do derretimento do gelo flutuando na costa antártica.
Resposta correta: C.
TRADUÇÃO DO TEXTO
O gelo flui pela Antártica e continua a fazê-lo ao atingir a borda da massa terrestre e se estender pelo oceano. Essas imensas línguas de gelo flutuantes frequentemente permanecem presas ao continente. Tudo o que permanece apoiado na terra faz parte da capa de gelo da Antártica; a parte flutuante é uma plataforma de gelo. Plataformas de gelo flutuantes cercam três quartos da costa da Antártica e representam cerca de 11% de sua área total. Uma das maiores, a Plataforma de Gelo de Ross, tem aproximadamente o tamanho da França. A Plataforma de Gelo George VI é mostrada na imagem, capturada pelo Landsat 8 da NASA em janeiro de 2020.
Pode parecer intuitivo que todo o gelo adicionado ao oceano pelo derretimento das plataformas de gelo elevaria o nível do mar global, mas não é o que acontece. Pelo princípio de Arquimedes, as plataformas de gelo que flutuam na água já deslocaram o equivalente ao seu próprio peso, portanto, sua desintegração ou derretimento não alterará o nível da água. As plataformas de gelo, no entanto, regulam a velocidade das geleiras na terra da Antártica. Elas atuam como uma barreira que segura as geleiras. Se você remover a plataforma, as geleiras ficam livres para acelerar e fluir em direção ao oceano. Qualquer gelo e água líquida que as geleiras levarem consigo elevarão o nível do mar. Da água doce da Terra, 70% está armazenada no gelo da Antártica; o que equivale a cerca de 58 metros de elevação do nível do mar se tudo derretesse.
QUESTÃO 26.

Our planet is home to subterranean lava deposits and smatterings of obsidian—black volcanic glass. Scalding groundwater bubbles to the surface in places. In such a landscape, you remember that the planet’s hard exterior is so thin that we call it a crust. Its superheated interior burns with an estimated forty-four trillion watts of power. Heat mined from underground is called geothermal and can be used to produce steam, spin a turbine, and generate electricity. Until recently, humans have tended to harvest small quantities in the rare places where it surfaces, such as hot springs. The biggest drawback is drilling miles through hot rock safely. If scientists can do that, next-generation geothermal power could supply clean energy for eons. Right now, geothermal energy meets a puny portion of humanity’s electricity and heating needs. Fossil fuels power about eighty percent of human activity, pumping out carbon dioxide and short-circuiting our climate to catastrophic effect. Converts argue that geothermal checks three key boxes: it is carbon-free, available everywhere, and effectively unlimited. It is also baseload, which means that, unlike solar panels or wind, it provides a steady flow of energy. “Over the last two years, I have watched this exponential spin-up of activity in geothermal,” a drilling expert said. But there is a risk of moonshots: often, they miss. “There’s basically zero chance that you’re going to develop a moon-shot technology and have it be commercial in five years, on a large scale,” said Mark Jacobson, an engineering professor. That’s how long humanity has to lower emissions before climatic devastation. “There’s a very decent chance you can do that with wind and solar,” he said. Perhaps, when resources and time are finite, trying and failing could be worse than not trying at all.
New Yorker, March 2025. Adaptado.
De acordo com o texto, atualmente a exploração do calor gerado nas regiões subterrâneas do planeta
(A) atende a uma parcela insignificante da demanda energética da sociedade.
(B) pode ser utilizada através de um aparato tecnológico de baixo custo.
(C) oferece vantagens ambientais limitadas em relação a outras fontes de energia renováveis.
(D) utiliza métodos desenvolvidos nas pesquisas científicas sobre a superfície lunar.
(E) proporciona utilidade prática restrita do ponto de vista da produção industrial.
Resposta correta: A.
TRADUÇÃO DO TEXTO
Nosso planeta abriga depósitos subterrâneos de lava e fragmentos de obsidiana — o vidro vulcânico negro. Em alguns lugares, águas subterrâneas escaldantes borbulham até a superfície. Em uma paisagem assim, você se lembra de que o exterior rígido do planeta é tão fino que o chamamos de crosta. Seu interior superaquecido arde com uma potência estimada em quarenta e quatro trilhões de watts. O calor extraído do subsolo é chamado de geotérmico e pode ser usado para produzir vapor, girar uma turbina e gerar eletricidade. Até recentemente, os humanos tendiam a colher pequenas quantidades nos raros locais onde ele emerge, como em fontes termais. O maior obstáculo é perfurar quilômetros de rocha quente com segurança. Se os cientistas conseguirem fazer isso, a energia geotérmica de próxima geração poderá fornecer energia limpa por eras. No momento, a energia geotérmica supre uma parcela ínfima das necessidades de eletricidade e aquecimento da humanidade. Os combustíveis fósseis alimentam cerca de 80% da atividade humana, bombeando dióxido de carbono e provocando um curto-circuito em nosso clima com efeitos catastróficos. Os defensores da transição argumentam que a energia geotérmica preenche três requisitos fundamentais: é livre de carbono, está disponível em qualquer lugar e é efetivamente ilimitada. Ela também é uma energia de carga basal (baseload), o que significa que, ao contrário dos painéis solares ou da energia eólica, fornece um fluxo constante de energia. “Nos últimos dois anos, observei uma aceleração exponencial na atividade geotérmica”, disse um especialista em perfuração. Mas há um risco em projetos ambiciosos de alto risco (os chamados moonshots): frequentemente, eles falham. “A chance de você desenvolver uma tecnologia revolucionária desse tipo e torná-la comercial em cinco anos, em grande escala, é basicamente zero”, disse Mark Jacobson, professor de engenharia. Esse é o tempo que a humanidade tem para reduzir as emissões antes de uma devastação climática. “Há uma chance muito boa de conseguirmos fazer isso com energia eólica e solar”, disse ele. Talvez, quando os recursos e o tempo são finitos, tentar e falhar possa ser pior do que nem sequer tentar.
Texto para as questões 58 e 59.
Nearly a century ago, Edwin Hubble discovered that the universe is getting larger. Modern measurements of how fast it is expanding disagree, however, suggesting that our understanding of the laws of physics might be off. Everyone expected the sharp vision of the James Webb Space Telescope to bring the answer into focus. But a long-awaited analysis of the telescope’s observations, released late Monday evening, once again leaves conflicting expansion rates from different types of data, while homing in on possible sources of error at the heart of the conflict.
Two rival teams have led the effort to measure the cosmic expansion rate, which is known as the Hubble constant, or H₀. One of these teams, led by Adam Riess of Johns Hopkins University, has consistently measured H₀ to be about 8 percent higher than the theoretical prediction for how fast space should be expanding, based on the cosmos’s known ingredients and governing equations. This discrepancy, known as the Hubble tension, suggests that the theoretical model of the cosmos might be missing something—some extra ingredient or effect that speeds up cosmic expansion.
Riess and his team released their latest measurement of H₀ based on Webb data this spring, getting a value that agrees with their earlier estimates. But for years a rival team led by Wendy Freedman of the University of Chicago has urged caution, arguing that cleaner measurements were needed. Her team’s own measurements of H₀ have invariably landed closer than Riess’s to the theoretical prediction, implying that the Hubble tension may not be real. Since the Webb telescope started taking data in 2022, the astrophysics community has awaited Freedman’s multipronged analysis using the telescope’s observations of three types of stars. Now, the results are in: two types of stars yield H₀ estimates that align with the theoretical prediction, while the third—the same type of star Riess uses—matches his team’s higher H₀ value.
Adaptado de Wired, 8 de setembro de 2024.
QUESTÃO 58.
Com base no texto, a principal expectativa em relação ao telescópio James Webb estava associada a
(A) esclarecer as divergências nas medições da constante de Hubble por meio de observações mais precisas.
(B) substituir os métodos tradicionais por novas equações que descrevem a expansão do universo.
(C) comprovar a superioridade das estimativas obtidas pela equipe de Freedman.
(D) medir a distância entre galáxias utilizando parâmetros inéditos.
(E) determinar se o universo tem como característica crescer de modo infinito.
Resposta correta: A.
QUESTÃO 59.
De acordo com o texto, a abordagem metodológica da equipe de Adam Riess
(A) mantém as previsões do modelo consolidado pela ciência.
(B) utiliza número limitado de simulações de computador para estimar a constante de Hubble.
(C) obtém dados observacionais para confrontar previsões teóricas.
(D) faz uso exclusivo de dados do Telescópio Espacial James Webb.
(E) rejeita equações conhecidas e propõe novas leis físicas.
Resposta correta: C.
TRADUÇÃO DO TEXTO
Há quase um século, Edwin Hubble descobriu que o universo está se expandindo. No entanto, as medições modernas de quão rápido ele está se expandindo divergem, sugerindo que nossa compreensão das leis da física pode estar incorreta. Todos esperavam que a visão nítida do Telescópio Espacial James Webb trouxesse a resposta para o foco. Mas uma análise há muito aguardada das observações do telescópio, divulgada no final da noite de segunda-feira, deixa mais uma vez taxas de expansão conflitantes vindas de diferentes tipos de dados, ao mesmo tempo em que foca nas possíveis fontes de erro no cerne do conflito.Duas equipes rivais têm liderado o esforço para medir a taxa de expansão cósmica, conhecida como a constante de Hubble, ou H₀. Uma dessas equipes, liderada por Adam Riess, da Universidade Johns Hopkins, tem medido consistentemente o H₀ como sendo cerca de 8% maior do que a previsão teórica de quão rápido o espaço deveria estar se expandindo, com base nos ingredientes conhecidos do cosmos e em suas equações governantes. Essa discrepância, conhecida como a “tensão de Hubble”, sugere que o modelo teórico do cosmos pode estar deixando passar algo — algum ingrediente ou efeito extra que acelera a expansão cósmica.Riess e sua equipe divulgaram sua medição mais recente do H₀ baseada em dados do Webb nesta primavera, obtendo um valor que concorda com suas estimativas anteriores. Mas, há anos, uma equipe rival liderada por Wendy Freedman, da Universidade de Chicago, pede cautela, argumentando que eram necessárias medições mais limpas. As medições de sua própria equipe para o H₀ invariavelmente ficaram mais próximas da previsão teórica do que as de Riess, sugerindo que a tensão de Hubble pode não ser real.Desde que o telescópio Webb começou a coletar dados em 2022, a comunidade astrofísica aguardava a análise multifacetada de Freedman usando as observações do telescópio de três tipos de estrelas. Agora, os resultados saíram: dois tipos de estrelas geram estimativas de H₀ que se alinham com a previsão teórica, enquanto o terceiro — o mesmo tipo de estrela que Riess utiliza — bate com o valor mais alto de H₀ da equipe dele.
Texto para as questões 66 e 67

Researchers investigated the quantities of thousands of muscle proteins and found a possible new explanation for muscle memory. A study showed for the first time that muscles “remember” training at the protein level. It is often thought that the effects of exercise are short-lived, and a break from the gym can cause stress over muscle loss. However, the research has shown that this stress is partly unnecessary, as the effects of resistance training persist in muscles for up to two months and the gains are fast when training is started again. But what mechanisms and changes at the cellular and molecular levels explain muscle memory? In the study, ten weeks of resistance training were followed by a break of the same length and then followed by another ten weeks of resistance training. Using the proteomics method, it was possible to study the quantities of over 3,000 muscle proteins using advanced mass spectrometry equipment. The study found two types of change profiles in muscle proteins. Some proteins changed as a result of training, returned to their pre-training state during the break, and changed again during the new training period similarly to the first training period. These included proteins related to aerobic metabolism. Another group of proteins changed as a result of training and remained changed during the break and after the new training period. Among these proteins were several calcium-binding proteins, such as calpain-2, whose gene has recently been identified to retain a memory trace even after a training break. “At the level of the number of muscle nuclei and the memory traces of genes, that is, epigenetics, long-term responses that persist even after a break and possibly explain ‘muscle memory’ have previously been observed,” says a researcher. “Now, for the first time, we have shown that muscles ‘remember’ previous resistance training at the protein level for at least two and a half months.”
Adaptado de https://jyu.fi/en/news/, 14 de abril de 2025.
QUESTÃO 66.
Segundo o texto, os experimentos demonstram que
(A) a prática de esportes ativa genes através da mudança do código genético.
(B) as quantidades de proteínas musculares apresentam mudanças após a atividade física.
(C) a epigenética refuta a hipótese da ação da memória muscular após treinos leves.
(D) as proteínas relacionadas ao metabolismo aeróbico ativam mudanças irreversíveis.
(E) os métodos da proteômica dificultam a caracterização das proteínas e suas interações.
Resposta correta: B.
TRADUÇÃO DO TEXTO
Pesquisadores investigaram a quantidade de milhares de proteínas musculares e encontraram uma possível nova explicação para a memória muscular. Um estudo demonstrou, pela primeira vez, que os músculos “se lembram” do treino a nível proteico. Costuma-se pensar que os efeitos do exercício duram pouco, e uma pausa na academia pode causar estresse devido à perda de massa muscular. No entanto, a pesquisa mostrou que esse estresse é, em parte, desnecessário, já que os efeitos do treino de força persistem nos músculos por até dois meses e os ganhos são rápidos quando o treinamento é retomado. Mas quais mecanismos e mudanças nos níveis celular e molecular explicam a memória muscular? No estudo, dez semanas de treino de força foram seguidas por uma pausa de mesma duração e, depois, por mais dez semanas de treino. Utilizando o método de proteômica, foi possível analisar a quantidade de mais de 3.000 proteínas musculares por meio de equipamentos avançados de espectrometria de massa. O estudo identificou dois tipos de perfis de mudança nas proteínas musculares: Algumas proteínas sofreram alterações em decorrência do treino, retornaram ao estado anterior durante a pausa e mudaram novamente durante o novo período de treino de forma semelhante ao primeiro. Esse grupo incluiu proteínas relacionadas ao metabolismo aeróbico. Outro grupo de proteínas mudou como resultado do treino e permaneceu alterado durante a pausa e após o novo período de treinamento. Entre essas proteínas estavam várias ligadoras de cálcio, como a calpaína-2, cujo gene foi identificado recentemente por reter um traço de memória mesmo após uma pausa nos treinos. “No nível do número de núcleos musculares e dos traços de memória dos genes — ou seja, a epigenética —, já haviam sido observadas respostas de longo prazo que persistem mesmo após uma pausa e que possivelmente explicam a ‘memória muscular’”, diz um pesquisador. “Agora, pela primeira vez, mostramos que os músculos ‘se lembram’ do treino de força anterior a nível proteico por pelo menos dois meses e meio.”

Texto para as questões de 68 a 70

Think for a minute about the little bumps on your tongue. You probably saw a diagram of those taste bud arrangements once in a biology textbook — sweet sensors at the tip, salty on either side, sour behind them, bitter in the back.
But the idea that specific tastes are confined to certain areas of the tongue is a myth that “persists in the collective consciousness, despite decades of research debunking it,” according to a review published this month in the The New England Journal of Medicine. Also wrong is the notion that taste is limited to the mouth.
The old diagram, which has been used in many textbooks over the years, originated in a study published by David Hanig in 1901. But the scientist was not suggesting that various tastes are segregated on the tongue. He was actually measuring the sensitivity of different areas, said Paul Breslin, a researcher at the Monell Chemical Senses Center. “What he found was that you could detect things at a lower concentration in one part relative to another,” Dr. Breslin said. The tip of the tongue, for example, is dense with sweet sensors but contains the others as well.
The map’s mistakes are easy to confirm. If you place a lemon wedge at the tip of your tongue, it will taste sour, and if you put a bit of honey toward the side, it will be sweet.
The perception of taste is a remarkably complex process, starting from that first encounter with the tongue. Taste cells have a variety of sensors that signal the brain when they encounter nutrients or toxins. For some tastes, tiny pores in cell membranes let taste chemicals in.
Such taste receptors aren’t limited to the tongue; they are also found in the gastrointestinal tract, liver, pancreas, fat cells, brain, muscle cells, thyroid, and lungs. We don’t generally think of these organs as tasting anything, but they use the receptors to pick up the presence of various molecules and metabolize them, said Diego Bohórquez, a self-described gut-brain neuroscientist at Duke University. For example, when the gut notices sugar in food, it tells the brain to alert other organs to get ready for digestion.
The New York Times, 29 de maio de 2024. Adaptado.
QUESTÃO 68.
Sobre os receptores gustativos e sua distribuição corporal, o texto sugere que
(A) certas áreas da língua identificam gostos específicos, como doce na ponta e azedo no fundo.
(B) o comportamento alimentar é moldado por padrões fixados na infância.
(C) a percepção gustativa reforça o prazer estético associado aos hábitos nutricionais.
(D) a detecção de sabores envolve rede integrada de órgãos que colaboram com o sistema nervoso.
(E) a função dos sensores extraorais restringe-se à regulação da glicemia.
Resposta correta: D.
QUESTÃO 69.
O texto informa que, de acordo com Paul Breslin, a interpretação do estudo de Hanig foi equivocada porque:
(A) a representação gráfica dos resultados foi elaborada décadas depois, sem base científica.
(B) o autor original investigou limiares de sensibilidade, sem defender a exclusividade de sabores em regiões específicas da língua.
(C) o foco da pesquisa foi o comportamento alimentar em diferentes culturas.
(D) o objetivo central concentrou-se na classificação bioquímica dos receptores gustativos.
(E) a análise dos dados priorizou a resposta cerebral em vez de aspectos periféricos.
Resposta correta: B.
QUESTÃO 70.
Nós sentimos o sabor dos alimentos com o cérebro!
Essa afirmação pode parecer estranha à primeira vista. No entanto, assim como ocorre com todos os sentidos do sistema sensorial, a percepção consciente do sabor só acontece quando sinais específicos chegam ao cérebro.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a informação descrita nesse processo.
(A) Os componentes químicos dos alimentos interagem com proteínas receptoras nas células gustativas, e um potencial de ação é transmitido ao cérebro.
(B) Os componentes químicos dos alimentos são convertidos em uma corrente elétrica que estimula o músculo da língua.
(C) No processo de transdução sensorial do paladar, os componentes químicos dos alimentos são convertidos em um impulso hormonal que ativa as glândulas salivares.
(D) Os componentes químicos dos alimentos ativam, diretamente, os neurônios responsáveis por transmitir os sinais gustativos ao cérebro.
(E) A primeira etapa da transdução de sinal no paladar ocorre quando os receptores gustativos são ativados por hormônios digestivos.
Resposta correta: A.
TRADUÇÃO DO TEXTO
Pense por um minuto nas pequenas saliências da sua língua. Você provavelmente já viu um diagrama da disposição dessas papilas gustativas em algum livro de biologia — sensores de doce na ponta, salgado nas laterais, azedo atrás deles e amargo no fundo.
Mas a ideia de que gostos específicos estão confinados a certas áreas da língua é um mito que “persiste na consciência coletiva, apesar de décadas de pesquisas desmascarando-o”, de acordo com uma revisão publicada este mês no The New England Journal of Medicine. Também está errada a noção de que o paladar se limita à boca.
O diagrama antigo, que foi usado em muitos livros didáticos ao longo dos anos, originou-se de um estudo publicado por David Hanig em 1901. Mas o cientista não estava sugerindo que os vários gostos são segregados na língua. Na verdade, ele estava medindo a sensibilidade de diferentes áreas, explicou Paul Breslin, pesquisador do Monell Chemical Senses Center. “O que ele descobriu foi que era possível detectar substâncias em uma concentração mais baixa em uma parte em relação a outra”, disse o Dr. Breslin. A ponta da língua, por exemplo, é densa em sensores de doce, mas também contém os outros.
Os erros do mapa são fáceis de confirmar. Se você colocar uma fatia de limão na ponta da língua, sentirá o gosto azedo; e se colocar um pouco de mel na lateral, sentirá o doce.
A percepção do paladar é um processo notavelmente complexo, que começa a partir daquele primeiro contato com a língua. As células gustativas possuem uma variedade de sensores que sinalizam ao cérebro quando encontram nutrientes ou toxinas. Para alguns gostos, minúsculos poros nas membranas celulares permitem a entrada de substâncias químicas do sabor.
Esses receptores de sabor não estão limitados à língua; eles também são encontrados no trato gastrointestinal, fígado, pâncreas, células de gordura, cérebro, células musculares, tireoide e pulmões. Geralmente não pensamos nesses órgãos como capazes de “sentir o gosto” de algo, mas eles usam os receptores para identificar a presença de várias moléculas e metabolizá-las, disse Diego Bohórquez, que se autodenomina neurocientista do eixo intestino-cérebro na Universidade Duke. Por exemplo, quando o intestino nota o açúcar na comida, ele avisa o cérebro para alertar outros órgãos a se prepararem para a digestão.
Texto para as questões de 79 a 81
During the nineteen-seventies and eighties, a researcher at the University of Washington started noticing something strange in the college’s experimental forest. For years, a blight of caterpillars had been munching the trees to death. Then, suddenly, the caterpillars themselves started dying off. The forest was able to recover. But what had happened to the caterpillars? The researcher, David Rhoades, who had a background in chemistry and zoology, found that the trees in the forest had changed the chemistry of their leaves, to the detriment of the caterpillars. Even more surprising, trees that had been nibbled by caterpillars weren’t the only ones that had changed their chemistry. Some were changing their leaves before caterpillars reached them, as if they’d received a warning. A shocking possibility presented itself: the trees were signalling to one another.
Zoë Schlanger recounts Rhoades’s story in her new book, “The Light Eaters: How the Unseen World of Plant Intelligence Offers a New Understanding of Life on Earth.”
The contemporary world of botany that Schlanger explores in “The Light Eaters” is still divided over the matter of how plants sense the world and whether they can be said to communicate. But, in the past twenty years, the idea that plants communicate has gained broader acceptance. Research in recent decades has shown garden-variety lima beans protecting themselves by synthesizing and releasing chemicals to summon the predators of the insects that eat them; lab-grown pea shoots navigating mazes and responding to the sound of running water; and a chameleonic vine in the jungles of Chile mimicking the shape and color of nearby plants by a mechanism that’s not yet understood.
Schlanger acknowledges that some of the research yields as many questions as answers. It’s not clear how the vine gathers information about surrounding plants to perform its mimicry.
New Yorker. 12 June 2024. Adaptado.
QUESTÃO 79
Conforme o texto, a experiência conduzida por David Rhoades, na floresta experimental da Universidade de Washington, tornou-se marcante para a botânica por revelar a
(A) dependência das árvores de inimigos naturais para a manutenção do equilíbrio das florestas.
(B) alteração da composição das folhas, capaz de comprometer a sobrevivência de insetos herbívoros.
(C) variabilidade das lagartas como fator decisivo para a resiliência dos ecossistemas.
(D) influência determinante da fertilidade do solo na recuperação da vegetação.
(E) oscilação natural das populações de pragas como causa da regeneração florestal.
Resposta correta: B.
QUESTÃO 80
O caso da vinha chilena apresentado no texto suscita questionamento científico quanto
(A) à capacidade de adaptar seu ciclo reprodutivo às condições ecológicas.
(B) à dependência de polinizadores para manter sua plasticidade fenotípica.
(C) à influência da altitude na coloração e textura das folhas imitadas.
(D) ao papel da simbiose com fungos na alteração morfológica.
(E) ao modo como o vegetal reproduz características visuais de espécies vizinhas.
Resposta correta: E.
TRADUÇÃO DO TEXTO
Durante as décadas de 1970 e 1980, um pesquisador da Universidade de Washington começou a notar algo estranho na floresta experimental da faculdade. Por anos, uma infestação de lagartas vinha devorando as árvores até a morte. Então, de repente, as próprias lagartas começaram a morrer. A floresta conseguiu se recuperar. Mas o que havia acontecido com as lagartas? O pesquisador, David Rhoades, que tinha formação em química e zoologia, descobriu que as árvores da floresta haviam alterado a química de suas folhas, em detrimento das lagartas. Ainda mais surpreendente: as árvores que haviam sido mordiscadas pelas lagartas não foram as únicas a mudar sua química. Algumas estavam alterando suas folhas antes mesmo de as lagartas chegarem até elas, como se tivessem recebido um aviso. Uma possibilidade chocante se apresentou: as árvores estavam sinalizando umas para as outras.
Zoë Schlanger reconta a história de Rhoades em seu novo livro, “The Light Eaters: How the Unseen World of Plant Intelligence Offers a New Understanding of Life on Earth” (Os Comedores de Luz: Como o Mundo Invisível da Inteligência das Plantas Oferece uma Nova Compreensão da Vida na Terra, em tradução livre).
O mundo contemporâneo da botânica que Schlanger explora em seu livro ainda se divide sobre a questão de como as plantas percebem o mundo e se é possível dizer que elas se comunicam. No entanto, nos últimos vinte anos, a ideia de que as plantas se comunicam ganhou maior aceitação. Pesquisas de décadas recentes mostraram feijões-de-lima comuns se protegendo ao sintetizar e liberar substâncias químicas para atrair os predadores dos insetos que os comem; brotos de ervilha cultivados em laboratório navegando por labirintos e respondendo ao som de água corrente; e uma videira camaleônica nas selvas do Chile imitando a forma e a cor das plantas próximas por meio de um mecanismo que ainda não é compreendido.
Schlanger reconhece que algumas dessas pesquisas trazem tantas perguntas quanto respostas. Não está claro, por exemplo, como a videira capta informações sobre as plantas ao redor para realizar sua imitação.
Veja também:
⇒ TEXTO BÁSICO EM INGLÊS: Is your name trendy? [com áudio]
⇒ TEXTO AVANÇADO em Inglês : KOBE QUAKE (A NIGHTMARE COME TRUE)
⇒ Texto Avançado para Praticar: GROWTH MENTALITY x FIXED MENTALITY [com áudio]
⇒ TEXTO AVANÇADO EM INGLÊS: Are humans and animals really so different? [com áudio]









